viernes, 16 de enero de 2009

Miraba como sintiendo un gran dolor


El barrilete se hundía en el infinito
allí iba la esperanza del primer piolín
mientras la dorada luz del sol,
acariciaba los colores del fleco.

Sí, me refiero al viejo y nuevo barrilete
nunca lo volví a ver
se despidió sin avisarme
me quedaron los rumores y los quejidos
de sus papeles cuando lo armé.

y me pareció...

Que se despedía como sintiendo un gran dolor.


OLHAVA COMO SINTINDO UMA GRANDE DOR

A pandorga se sumergia no infinito
lá ia a esperança do primeiro barbante
enquanto a dourada luz do sol
acariciava as cores da franja.

Sim, me refiro à velha e nova pandorga
que nunca voltei a ver
se despediu sem avisar-me
me ficaram rumores e as queixas
dos seus papéis quando armei.

E me pareceu...

que se despedia como sentindo uma grande dor.

RONNY RANSEMBERG



LA MEMORIA DE ULYSES PETIT DE MURAT

Busco tu memoria
en la pila bautismal de alguna playa,
en la luna de bronce de una placa,
Ulyses Petit de Murat.

No estás en las pancartas,
en los bombos, en las bocas,
en los carteles de cine de Lavalle...
En las biografías, en lso tumultos
de los Suplementos de domingo...

Tanteando tu espacio
nombres tatuados con el pulgar
y con las rodillas
brillan al aerosol.

Ulyses Petit de Murat.
Están matando tu memoria,
tu eterna memoria
- en defensa propia.

Perpétua Flôres

domingo, 4 de enero de 2009

Paulo Monti

Drama

Medio sin manera.
El poeta se pone de rodillas al momento de la creación:
Ya son versos sin sentimientos, aislados por el cemento
y bendito por el azul.
Más sucede que una lluvia precipita el baño universal.
Y el pobre poeta siente como es difícil la penosa faena
de la disposición libre.
Más difícil, quizás, la arquitectura interna del hombre.
El olor de tierra mojada se impregna en los pasos comedidos
entre tantos vacíos,
Y en el pecho, pocas plenitudes.
El verso es otro, las luces están apagadas.

Paulo Monti

Colaboración para Dicho Sea de Paso

Recibimos de Nair Assunçào estas frases (tomadas de internet)

  • Dios no elige personas capacitadas. El capacita a las elegidas.
  • Uno con Dios es mayoría.
  • Debemos orar, pero no hasta que Dios nos escuche, sí que escuchemos a Dios.
  • Lo más importante no es encontrar la persona cierta, pero ser la persona cierta.
  • La fe ríe de las imposibilidades.
  • No digas a Dios que tienes grandes problemas, dile al problema que tienes a Dios.

Gracias Nair (nuestra oyente y amiga desde R.S., Brasil)

Coyas en Buenos Aires

Fotos registrando nuestro encuentro con los Coyas de provincias argentinas, presentes en Buenos Aires.
Todos ellos se llevaron una foto personal, tomada por nosotros, cerca del Congreso, en el año 1994.
Esta reposición lo hago como homenaje, al periodista y hombre de profundo conocimiento (y difusor) de su Patria, Ricardo Luis Acébal, de Radio Cooperativa de Buenos Aires.
P.F. en la Inauguración de su Muestra Fotográfica "Primitivismo y Civilización" en el Teatro Avenida, el 02 de Agosto de 1995.

miércoles, 24 de diciembre de 2008

Mensaje de Navidad



Solos no llegaremos a ningún sitio.
De la mano de alguien o alguien de nuestra de mano. La cuestión es compartir. Descubrir juntos nuevas esperanzas aunque sea de viejos sueños. Los sueños no se gastan, pueden repetirse. Como el tiempo.
Y ahora es un tiempo nuevo el que se asoma. Que todos, todos puedan vivirlo plenamente y disfrutarlo con el semejante.

Mensaje




martes, 16 de diciembre de 2008

Maria Clara Segovia

Júbilo en el Homenaje a la Simpática Amiga y Artista:
Maria Clara Segovia en el "Se acaso você chegasse..."
Noche de Fiesta, confraternización, reencuentros.


"Imágenes del Blog de Soninha Porto de Porto Alegre"



MARIA CLARA

Pelo impulso, parece estar sempre adiante, inclusive de si mesma,
nesse entusiasmo quase constante. Pela luz propria, encandila; munca passa
despercebida. Se destaca também pela elegância e pela voz.
É diferente. Todos somos diferentes, mas nela se nota mais.
Na maioria nem se nota.
Se não nos parecemos entre as pessoas, não sei de onde tiraram isso
que somos imagem e semelhança de Deus...
O que mais admiro na Maria Clara Segovia é a virtude que ela possui,
a capacidade de admirar e a de agradecer, que cultiva; ambas,
quase religiosamente. Uma amostra é tudo o que diz e guarda e venera
em NELSON FACHINELLI que um dia lhe abriu as portas (ou as
asas) da Casa do Poeta. E ela se indaga: "Se aqui não estivesse, onde estaria?" a
firmando que é um "lugar de descubertas".
Geralmente dinámica, algumas vezes os traumas podem deixá-la
murcha, quase em cinzas, mas logo transforma essas cinzas em
cal e branqueia o seu horizonte e sai de novo, feita aurora...
Cidadã do mundo, sempre em gira, convidada a Congressos no
Chile, no Uruguay, no Perú, no Brasil, na Argentina onde é solicitada
e já tem um núcleo importante de amigos... onde difunde os nossos grandes
poetas, onde já declamou a Mário Quintana aos pés do Obelisco e
no andar 17 da Rádio Onda Latina, no nosso programa cultural.
Organiza, filma, entrevista, intercambia livros de nossos autores,
vai e vem carregada de entusiasmo e novos amigos.
No seu poema Perdao, Filha, dedicado a Márcia e a Melissa, seus amores,
diz que vai "atrás dos sonhos conquistados". E em Mudança, que
"está acordando para o mundo" e "teme as armadilhas"...
É muito humano que assim seja. Ela ás vezes é cachoeira, corrente; outras,
olho d"agua; e outras, sombra de salço-chorão...
Mas eu lhe cobro a Maria Clara, e agora em público,
neste magnifico e oportuno ato em sua homenagem,
organizado por Washington Gularte, uma dívida de muito tempo
que ela vem retrasando, disfarçando, encolhidinha nas páginas
das antologias que aparecem: o livro próprio. com toda a sua experiência
na Fébem e a formação de psico- pedagoga, um livro de crônicas
que ela insiste em colocar essa prosa tão rica em manequim de poesia...
E me deve ainda - e a todos-, um estudo sobre o insigne avô
tenente Isolino Segovia que até nome de rua já tem.
Por último, pergunto á implacável crítica literária que eu sou,
se Maria Clara Segovia tem talento. Claro que tem. Muito, Muito.
Só que tem esparramado. Pelo teatro, pela músicia, pela literatura...
Só o que falta é levar-se mais a sério. Sempre é tempo.
E o dia que consigas dirigir a sua luz própria plenamente,
não tema encandilar, cada ser é único e para algo muito especial está...



Parabéns pelos teus dons. E... mãos à obra, guria.
Aqui terás um ombro, porém, mais que um ombro, mãos que estarão
dispostas para um aplauso demorado e constante.
(Presentaçào de Perpétua Flôres na homenagem
à M.C.S. em Porto Alegre, RS. Brasil, 4-12-08)